Supersalários: jetons pagos a militares aumentam 17,9% no ano da pandemia

Metrópoles     –     23/08/2020

A verba é adicionada à remuneração mensal por participação
em reuniões extras do governo. Em 2020, foram gastos mais de R$ 8 milhões ao
todo

Em um ano marcado pela pandemia do novo coronavírus e
consequente declínio no poder aquisitivo de boa parte da população brasileira,
uma casta de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) viu os seus
vencimentos aumentarem. Trata-se dos militares com cargos no governo que,
paralelamente ao salário, recebem os chamados “jetons“, que são valores pagos
para funcionários governamentais participarem de reuniões e conselhos.

Na comparação dos meses de janeiro a junho de 2019 e 2020,
os jetons pagos a militares tiveram um aumento de 17,9%, evoluindo de R$
307.399,21 para R$ 362.495,90 no total. 

A verba é uma das principais razões para a existência de
supersalários dos funcionários, visto que muitos vencimentos, após o acréscimo,
ultrapassam o teto salarial do funcionalismo público, que é calculado tendo
como base o vencimento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). 

O benefício é pago pela participação dos funcionários em
reuniões de estatais e entidades governamentais e pela atuação nos conselhos de
administração de empresas e bancos públicos, como a Petrobras, Banco do Brasil,
Caixa Econômica, BNDES, além de organizações do Sistema “S”. Ao longo do ano, o governo pagou R$ 8.243.875,97 com verbas
extras para esses…

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